Às vezes eu gostaria de ser um mosquitinho para ver
como certas mulheres escolhem suas roupas para trabalharem. Deve ser um
processo ou muito lento ou muito rápido, não tem meio termo.
Quando olho para algumas mulheres logo me vem à cabeça
uma briga com o armário e quem ganhou foi o armário, nada combinando com nada.
E olha que vivemos em um mundo democrático em termos de moda.
Veja bem, não estou dizendo que não gosto do estilo da
cicrana ou da fulana, mesmo porque quero comentar sobre aquelas pessoas que não
têm estilo. Respeito demais o estilo das pessoas, seja ele qual for.
Não deveria ser tão difícil se vestir: preto, cinza,
azul marinho, branco e bege, via de regra, combinam com todas as cores. Sem
falar no tanto de revistas, sites, blogs e programas de moda com os tais
“certos e errados”. Mas não, tem gente que gosta de inovar e está aí o grande
problema...
Não é que eu não goste de roupa colorida, nada disso.
Acho que usar uma peça colorida ou estampada pode ser bem bacana, mas conheço
pessoas que são verdadeiras odes ao arco-íris!
E os sapatos? Ah, quem gosta de tanta cor e estampa
misturada, não deixa de lado os sapatos de cores e texturas diferentes, que vêm
acompanhados de uma gama de acessórios que, além de brigar entre si, são de
procedência duvidosa (duvido que alguém tenha tido coragem de comprá-los!).
Nessa geléia geral, por que não sensualizar um
pouquinho? Quem se importa tanto assim com as regras de vestimenta
institucional e com o veto aos decotes, ombros ou sutiã à mostra, cintura baixa
e mini saia? Afinal, o que é bonito é para ser mostrado e se passa mais tempo
no trabalho do que em qualquer outro lugar, vai que a cara metade está ali,
logo ao lado...
Será que diante de tanta coisa bonita para comprar a
pessoa fica confusa? Será que a pessoa é uma espécie de Pollyanna que acha tudo
lindo? Ou será falta de espelho em casa?
Uma coisa é certa, esse tipo de mulher, no trabalho,
cumpre sua função social, é uma verdadeira catalisadora. Funciona assim: todas
as “outras” mulheres se juntam para comentar “dela”, deixando de fazer pequenos comentários entre si, umas das outras.
Todo dia é uma grande alegria e novidade, nunca se
sabe qual a combinação imperfeita que “ela” fará, que sapato ou bolsa bizarra
usará e as “outras” num misto de diversão sádica e inconformismo, esperam pelo
modelito de amanhã!
*Nota: algumas
pessoas leram esse texto antes de ser publicado e os comentários masculinos
foram: “Meio patrulha isso, hein?” e “Parece bullying.” Então, só para deixar registrado, não é nem patrulha,
nem bullying. Qual mulher nunca reparou
em outra que está vestida de modo bizarro? Pois bem, há mais de quatorze anos
trabalhando em financeira, banco de atacado e de varejo, se não vi tudo, foi
quase tudo em matéria de criatividade em looks
para o trabalho.
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