terça-feira, 20 de agosto de 2013

GERAÇÃO Y

Adoro música. Para cada situação do meu dia lembro de uma música que se encaixa com aquela pessoa ou com o que está acontecendo, sou uma trilha sonora ambulante!

Mas, ultimamente, cantarolar minhas músicas tem denunciado minha idade, ainda mais porque estou cercada de representantes da Geração Y, que, por muitas vezes, me lançam um olhar de ponto de interrogação do tipo: “De onde saiu essa música?”

Saiu dos anos 70, dos anos 80 ou dos anos 90, a década em que a maioria de vocês nasceu... Foi na década de 90 que me formei e eles estavam nascendo e agora estão aqui ao meu lado, estranhando minhas músicas e me ensinando coisas.

Quando chega um “Geração Y” novo no trabalho vou logo abaixando a bola da pretensão dele e dizendo que hoje em dia tudo é molezinha, “imagina no meu tempo que não existia o Google!!!” E não existia mesmo...

A verdade é que eu adoro estar entre os “Geração Y”, sentir o frescor da juventude, me atualizar sobre assuntos que só eles sabem, aprender as gírias do momento, saber que a vida ainda se descortinará para eles, ouvir as histórias, as preocupações que geralmente são a faculdade, os romances, as viagens, a grana curta, a balada, a efetivação no trabalho.

Mal sabem eles o que vem pela frente e não quero ser eu a portadora das novidades da vida adulta. A independência e a liberdade trazem consigo os percursores das rugas e dos cabelos brancos: as contas fixas, o financiamento da casa ou do carro, as noites preocupadas e mal dormidas, o filho com febre, os problemas de relacionamentos (familiares, amorosos e com amigos), o chefe, os problemas com a empregada e com a babá e muitas vezes a doença de um ente querido.

Então, por alguns minutos, finjo não ser adulta e me junto aos meus “Geração Y”, dou risada com eles, ensino minhas músicas, trocamos informações sobre memes e virais da internet, comentamos sobre reality shows e damos mais risadas.

Para não perder o costume e fazer jus a minha idade e minha condição de mãe, dou uma bronca, um conselho, pergunto se trouxeram agasalho e guarda-chuva ou ofereço um biscoito.

Também tenho o costume de tratá-los bem, porque vai que um dia algum deles se torne meu chefe, terá boas lembranças de mim!!! Sempre digo isso para eles.

Agradeço aos meus meninos da “Geração Y,” meus queridos Augusto, Caio, Luiza, Marcella, Rafaela, Regis, Rodrigão, Thais e Yana, por fazerem meus dias mais leves e por me manterem sempre atualizada. Adoro vocês!!!

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