Alguns assuntos nos chamam mais atenção que outros, mas
tem coisa que a gente gosta de verdade, que faz a gente parar, virar a cabeça
para olhar e esse olhar é, por vezes, mais crítico, apurado ou apaixonado...
Não posso mais dizer que sou apaixonada pelo Direito,
como toda paixão com o passar do tempo foi se transformando... Hoje, gosto da
minha profissão e, por mais que tente (e olha que já tentei bastante!), não
consigo me ver trabalhando em outra área.
Mas paixão, ah paixão, como é bom ter uma paixão. Sou
apaixonada pelos assuntos do complexo universo feminino (apesar de achar a
maior parte das mulheres chata) começando pelas futilidades – amo futilidade –
roupas, sapatos, acessórios, maquiagem, cosméticos, jóias... Até as questões
mais profundas da alma da mulher.
Daí, um belo dia, sem dourar a pílula, sem me avisar
que o gato tinha subido no telhado, meu marido me disse segurando o notebook:
“Você está muito chata! Tem sempre os mesmo assuntos, só sabe falar das coisas
do Banco, que coisa chata!”
Perplexa, fiquei olhando para ele, sem saber para onde
iria aquela fala.
“Achei uma coisa aqui que tem a sua cara, porque você
não se matricula?” – ele me perguntou meio que ordenando.
Curiosa fui ver a tal coisa que magicamente me
transformaria em uma “não chata”. Era um curso de stylist! Gargalhei e disse
que ele estava louco. Eu lá tinha tempo para essas coisas?
Peguei o computador no colo e comecei a ler o programa
do curso, cujas aulas eram todas às segundas e quartas-feiras à noite e comecei
a me interessar. No dia seguinte estava matriculada!
Delícia fazer um curso por hobby, sem o
comprometimento de ter que usar o que se aprende na vida profissional. Delícia
ter uma professora que não era advogada (acho professor advogado muito chato,
super entendo meu marido!). Delícia estar numa classe cheia de não advogados
(eu era a única chata!). Delícia falar de coisa que não é problema ou que não
vai se tornar um problema.
Depois desse curso de stylist fiz mais dois outros
cursos sobre história da moda, que foram igualmente legais. Isso tudo já faz
uns três anos.
Então, no semestre passado fui fazer um módulo de
especialização em Direitos Difusos e Coletivos, cheio de advogados... Que
vontade de fazer outro curso de moda!!!
Fica minha dica: advogados(as), podemos ser muito mais
legais quando temos um hobby, quando praticamos um esporte, quando nos
interessamos por outras cosias que não nosso trabalho, namorado(a),
marido/mulher, casa e filhos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário