Reza
a lenda que eu queria muito um irmão ou uma irmã, parece que não gostava de ser
filha única...
Quando
minha mãe estava grávida e naquela época não era possível saber o sexo do bebê,
eu, apesar de ter certeza de que seria uma menina e que teria uma irmã,
estava encantada com a novidade da escola em que estudava: os colegas gêmeos
univitelinos de sala, chegados diretamente da Bahia, então, queria porque
queria que o bebê tivesse o nome de Justino ou de Faustino, como dos meus amigos
gêmeos!
E me
lembro como se fosse hoje o dia em que ele nasceu, de manhã fui com minha mãe
ao consultório da obstetra, fomos levadas por um querido falecido tio. Minha
mãe estava tão barriguda que já não dirigia mais.
Ah,
não sei com qual frequência eu acompanhava minha mãe às consultas com a obstetra,
mas posso me lembrar de ouvir o coraçãozinho dele batendo, achava aquilo incrível!
Realmente deveria ser para uma criança de cinco anos...
Voltando
para o dia em que ele nasceu, minha mãe saiu da consulta e disse para mim e
para nosso tio que o bebê iria nascer naquele dia, depois disso só me lembro,
no entardecer, na casa da minha avó materna, minha tia, irmã da minha mãe,
cheia de dedos tentando me dizer que o bebê não era a minha tão esperada irmã: “
Claudinha, nasceu...” Eu: “Eu sei, nasceu meu irmão, né?” E assim, minha tia
respirou aliviada: “Sim, nasceu seu irmão!”
Era um
bebê enorme, foi um menino grande, um moço lindo e é um homem divertido, digno,
guerreiro, cheio de valores e opiniões próprias. Com nossa diferença de idade,
diferença de sexo, de personalidade, de maneira de encarar a vida, portanto, de
viver, não fomos o que se pode chamar de irmãos companheiros, mas temos ótimas
histórias para contar!
Aprendi
a dirigir aos dezoito anos na auto-escola, por isso, sabia apenas passar até a
segunda marcha do carro. Depois de tirar a carteira de habilitação, ganhei um
carro e as ruas da cidade, mas tinha um detalhe: eu morria de medo de passar a
terceira marcha do carro, achava que corria demais (coitado que quem dirigia
atrás de mim!).
Tudo
foi resolvido pelo meu irmão de treze anos que, é claro, já sabia dirigir. Ele
andava comigo no carro e do banco do passageiro anunciava a hora que eu
tinha que pisar na embreagem para ele mesmo passar a terceira marcha. E, assim,
dirigimos juntos por muito tempo!!!
Já
casada e antes de pensar em engravidar, ele me deu de presente uma camisetinha de
bebê com os dizeres: “Xodó do Padrinho”. Aquilo era mais que um presente, era
uma dica, uma sugestão ou um pedido. Pedido feito, pedido atendido, durante a
minha gravidez o convidamos para ser padrinho do nosso bebê.
Não
poderíamos ter feito escolha melhor, meu irmão é, sem dúvida, o melhor padrinho
do mundo! A ligação que ele e meu filho tem é impressionante, os dois se adoram,
sem contar que meu filho tem o mesmo temperamento dele. Meu marido costuma
dizer para a minha mãe que cria o filho do meu irmão, tamanha a semelhança entre eles.
Meu
irmão, eu morreria por você, te amo demais e amo ver você e meu filho juntos,
nada nesta vida pode ser mais gostoso do que ter família e do que estar com a
família.
Amei!
ResponderExcluirQuerida Lu, obrigada!
ResponderExcluirE quem disse que eu não teria irmãs, né?
Vc e a Carlinha são minhas Amigas Irmãs.
Obrigada por fazerem parte da minha vida.
Amo vocês.
Gde bj.
Claudinha, Parabéns !!! Fiquei bastante emocionado em ler o seu tocante relato.....Lembro de muiiiitasssss coisas e aventuras que tive (e continuo tendo) com meus irmãos, principalmente na nossa infância lá em Santos, uns que hoje se econtram mais perto de mim, outros, pela distância ou mesmo correria que a vida nos impõe a todos, mais afastados, todavia, seja espiritualmente ou seja no meu coração, que vivem junto a mim,.....filho de família grande (6 irmãos, o mais velho já tendo falecido)....Rogo a Deus que meus filhos também se amem um aos outros e que sejam felizes, pois é o que realmente importa. O resto, é o resto........Bjo afetuoso Ronaldo
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